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EMPRESAS ESPERAM AJUDA DE S.BERNARDO PARA SAIR DA CRISE


18.09.2017



O momento de incerteza e instabilidade econômica que afeta o País, com escândalos políticos mal resolvidos, recessão e altíssimo nível de desemprego, não podia ser diferente e também afeta em cheio vários segmentos produtivos de São Bernardo. Com isso, muitos dizem não ter muito que comemorar no aniversário de 464 anos da cidade e esperam ações efetivas do governo para que o quadro desfavorável possa ser revertido.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) avalia que a situação da conjuntura econômica atual é muito preocupante, já que ocorre desmonte no  parque industrial da cidade. A entidade considera que algumas empresas têm migrado para outras regiões, que possuem fluxo logístico melhor ou condições mais vantajosas em relação a impostos.

“Existe uma grande preocupação com esse desmantelamento. Além disso, é preciso se preocupar também com a questão da inovação, incorporar novos processos para revitalizar nosso parque industrial. Não está havendo renovação, sobretudo na cadeia de autopeças”, avalia Wellington Damasceno, diretor executivo do sindicato.

Uma das boas notícias para o setor automotivo e que teve participação importante do SMABC ocorreu em junho com anúncio feito pela Volkswagen para fabricação de dois novos produtos em São Bernardo, o novo Polo e o sedan Virtus. “Esse investimento é a consolidação do futuro da planta na nossa cidade. Ele coroa toda uma
negociação que vem sendo feita desde 2012”, diz.

Com aproximadamente 180 associados, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de São Bernardo avalia que nos últimos 20 anos a cidade passa por um processo de desindustrialização muito grande, que também afeta a região e o Brasil. E diante da conjuntura econômica atual sofre muito mais pela característica industrial que oferece.“Acredito que os empreendedores sobreviventes a estes últimos dois anos podem se considerar verdadeiros heróis. Nossa entidade se fortaleceu pois houve muito mais união entre os seus associados”, afirma o diretor titular do Ciesp, Mauro Miaguti, ao acrescentar que a entidade mantém boa relação com o poder público municipal e discute a  realização de projetos para fortalecer o segmento industrial.

Mercado imobiliário - Outro setor bastante afetado é o imobiliário. A Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores (Acigabc) destaca que 2017 é um ano para renovação de esperanças e expectativas de futuro melhor a curto e médio prazos. “Estamos em tratativas com a Prefeitura para se criar uma lei de uso e ocupação do solo que possibilite a retomada do desenvolvimento sustentável da cidade. A lei na forma que se encontra engessou completamente o nosso setor”, pondera o  presidente Marcus Santaguita.

Já a Associação Comercial e Industrial de São Bernardo (Acisbec) ressalta que a cidade sente os efeitos de forma contundente, pois acredita que se não há produção, inevitavelmente ocorre o desemprego e consequente  queda no consumo. “A Acisbec tem reivindicado junto ao setor público a agilidade para aprovação da Lei
de Incentivos Fiscais com intuito de promover o desenvolvimento econômico sustentável e o fortalecimento da estrutura produtiva de São Bernardo”, diz o presidente
Valter Moura.


Confira matéria completa disponível na edição Agosto/2017 da revista Repórter Diário https://goo.gl/2B1dKS

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