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MERCADO IMOBILIÁRIO REGISTRA MELHORA EM OUTUBRO

14.12.2016







A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou que em outubro foram comercializadas 1.507 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O volume é 35,5% superior ao total vendido em outubro do ano passado (1.112 unidades), mas 12,2% inferior em relação ao volume de vendas de setembro deste ano (1.717 unidades).

No acumulado de janeiro a outubro, foram vendidas 12.324 unidades residenciais na cidade de São Paulo, volume 16,8% inferior ao total de comercialização no mesmo período de 2015 (14.810 unidades).

Lançamentos - De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas 2.217 unidades residenciais no mês de outubro na Capital, resultado 2,4% superior ao de setembro (2.165 unidades) e 25,3% superior a outubro de 2015 (1.769 unidades). De janeiro a outubro, os lançamentos acumularam 12.389 unidades residenciais, com queda de 21,9% em relação ao mesmo período de 2015 (15.868 unidades).

Comportamento - Imóveis de 2 dormitórios registraram os melhores indicadores da pesquisa de outubro, com 993 vendas, 1.737 lançamentos, oferta final de 9.745 unidades e índice VSO (Vendas Sobre Oferta) de 9,2%.
Os residenciais com área útil entre 45 m² e 65 m² destacaram-se no mês, com 872 unidades novas lançadas. Imóveis com menos de 45 m² tiveram 795 unidades lançadas e 541 vendidas. Aqueles com área entre 45 m² e 65 m² totalizaram 526 unidades comercializadas.

Imóveis com preços entre R$ 225 mil e R$ 500 mil lideraram as vendas e os lançamentos com, respectivamente, 610 unidades e 844 unidades. O melhor VSO (20,4%) foi de imóveis com preços inferiores a R$ 225 mil: foram comercializadas 354 unidades de uma oferta de 1.737 imóveis nesta faixa.

Construir 2017 - Os resultados das vendas de outubro reforçam a estimativa de encerrar o ano de 2016 com aproximadamente 16 mil unidades comercializadas. "Novamente, os imóveis de dois dormitórios apresentaram os melhores resultados em vendas. O tíquete médio de R$ 365 mil explica, em parte, o bom desempenho deste tipo de produto, um dos mais tradicionais do mercado, que atende, principalmente, os compradores do primeiro imóvel", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. "Demanda para este tipo de imóvel existe. Dados do IBGE indicam que, mesmo com a crise, o número de casamentos vem crescendo desde 2010. Isso significa que a quantidade de potenciais consumidores manteve o crescimento", conclui Petrucci.

"Contudo, os dados acumulados em 12 meses - novembro de 2015 a outubro de 2016 - mostram a diminuição de 30% nos lançamentos e 16% nas vendas. A explicação para esse movimento está na falta de confiança de incorporadores e consumidores na recuperação da economia. Estes resultados foram os mais baixos registrados pela pesquisa desde 2004", revela Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato da Habitação.

"O aspecto positivo é que existe muito trabalho e disposição para revertermos essa situação. Esperamos que, com o novo governo municipal, os ajustes das contas públicas em todos os níveis e a queda mais acentuada dos juros, o mercado imobiliário volte a crescer em 2017, pois existe demanda, comprovadamente", ressalta Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

"Dissipando a crise institucional, os empreendedores terão condições mais adequadas para lançar novos empreendimentos, minimizar os entraves do setor e melhorar as condições de financiamento para os compradores já no primeiro semestre de 2017, um ano a ser construído", conclui Amary.

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