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PREÇO DOS IMÓVEIS NO GRANDE ABC CAI EM MAIO

14.06.2017












Os imóveis do Grande ABC fecharam maio com queda no valor médio do metro quadrado. Diadema foi responsável pelo maior recuo real (considerando os índices de inflação), registrando -1,1% em relação a abril e -8,2% no período de 12 meses. Assim como no mês anterior, o motivo da queda é a superoferta e a baixa procura, conforme explica o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores), Marcos Santaguita.

O Índice Properati-Hiperdados, realizado pelo portal de venda e aluguel de imóveis properati.com.br, também apura dados de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá.

O município com o menor valor do m² é Mauá. Neste ano, em maio, a média foi de R$ 3.967, ante os R$ 4.027 do mesmo mês em 2016 – decréscimo real de 5,35%, ou seja, no ano passado um imóvel de 60 m² que era encontrado por R$ 241.620, hoje é vendido a R$ 238.020. “A cidade possui boa oferta, mas a procura não é compatível”, conta o corretor da Azevedo Imobiliária, Rafael Frmoselles. “É possível encontrar apartamentos na faixa de R$ 230 mil e casas por R$ 300 mil, porém, a maior procura é por residências de R$ 130 mil”, completa.

Entretanto, Frmoselles afirma que, se comparadas ao ano passado, as vendas estão melhorando, uma vez que os proprietários estão cedendo em relação aos preços, visando a venda mais rápida. “O saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) também ajuda a aumentar a procura.”

O gerente do Properati, Renato Orfaly, compartilha da mesma opinião. Ele atesta que, no quinto mês do ano, as comercializações foram maiores do que em abril. “A tendência de juros menores torna o cenário mais favorável.”

Apesar de São Caetano possuir o valor mais elevado do m², o consultor imobiliário da Olímpico Consultoria, Renato Garcia, destaca que “mensalmente o preço tem caído”. O motivo da alta no município seria o esgotamento do estoque ante à grande procura.

Na visão de Santaguita, a queda pode ser observada apenas nos imóveis usados. “O lançamentos mantiveram as tabelas fixas”, completa.

Falta de pagamento do aluguel cresce


Levantamento realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aponta que ouve aumento de 33,7% no número de ações relacionadas a locação, passando de 1.434 em abril para 1.917, em maio. Se comparado ao mesmo mês de 2016, o crescimento foi de 8,4%.

Do total, 89,4% foram pela falta de pagamento do alguel, representando 1.713 ações. O diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP afirma que “continuam sofrendo as consequências das crises econômica e política, sendo que a primeira torna as pessoas inadimplentes”.

QUEDA - Conforme publicado pelo Diário, o IGM-P (Índice Geral de Preços – Mercado) apresentou deflação de 0,93% no último mês, sendo a menor taxa para o período desde 1989.

Responsável pelo ajuste do aluguel, a queda, atrelada à larga oferta de imóveis, é vista com bons olhos pelas imobiliárias da região, uma vez que abrirá a possibilidade do locatário negociar o valor do seu aluguel com o locador.

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