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VENDA DE IMÓVEIS TEM QUEDA DE 4,5%, DIZ SECOVI-SP

26.04.2017












O mercado imobiliário na capital paulista teve queda nas vendas e expansão dos lançamentos em fevereiro, mantendo um baixo nível de atividade em relação aos patamares históricos, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo).

Em fevereiro, foram comercializadas 798 unidades residenciais novas. O volume é 28,3% superior ao total vendido em janeiro e 4,5% inferior a fevereiro de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, foram vendidas 15.804 unidades, uma redução de 22,8% em relação ao mesmo período encerrado em fevereiro de 2016.

O Secovi-SP também registrou um total de 179 unidades residenciais lançadas em fevereiro, volume 244,2% superior a janeiro e 4,7% acima de igual mês do último ano. Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, foram lançadas 16.724 unidades, uma variação negativa de 26,2%.

A velocidade de vendas — relação entre as unidades vendidas e o estoque total — foi de 3,4% em fevereiro deste ano, mostrando aumento da liquidez na comparação com janeiro (2,6%) e ante fevereiro de 2016 (3,1%).

O estoque de imóveis disponíveis para venda — composto por unidades na planta, em obra e recém-construídas — atingiu 22.546 unidades. Esse montante apresentou queda de 3,7% em relação ao mês anterior e redução de 13,6% em comparação com fevereiro de 2016.

O que explica a inércia do setor imobiliário mesmo diante da melhora da inflação e da taxa de juros neste início do ano são os altos índices de desemprego. Isso afeta a confiança e faz com que o consumidor ainda evite comprometer o orçamento familiar com gastos significativos, como a compra de um imóvel, analisou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota distribuída pelo sindicato.

Na avaliação do presidente da entidade, Flavio Amary, o comportamento do mercado ainda é tímido, pois reflete os resultados econômicos negativos dos anos de 2015 e 2016. "No entanto, com a inflação cada vez mais próxima do centro da meta, de 4,5%, as perspectivas de queda da taxa de juros vão se concretizando mês a mês, reforçando a expectativa de que este ano será o marco inicial para a retomada do setor", avalia.

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